Estudo de caso

PARTE A)
No município de São Leopoldo, contamos com o NAPPI(Núcleo de Apoio e Pesquisa à Inclusão), que atende em torno de 200 alunos, com necessidades especiais na área cognitiva, apresentando dificuldades que limitam seu processo de aprendizagem, limitações físicas, de diversas ordens, além de alunos com problemas de disciplina, agressividade, multi-repetentes, que são atendidos por profissionais ligados à educação, formados em diversas áreas, como pedagogia, psicopedagogia, fonoaudióloga, fisioterapia, psicomotricidade, psicologia, serviço social e terapia familiar.
A sala de recursos multifuncionais funcionará como suporte do Nappi para oferecer um serviço de natureza pedagógica que apóia e complementa o atendimento educacional da classe regular. O trabalho será desenvolvido com a realização de atividades que atendam os interesses e as necessidades de aprendizagem específicas de cada aluno.
A SRM oferece subsídios pedagógicos que contemplarão as áreas: cognitiva, motora, sócio-afetiva, emocional e corporal. Além das atividades na SRM, as professoras realizarão o atendimento institucional. Este trabalho consiste no apoio e orientação aos professores da classe regular quanto às adaptações curriculares necessárias e trocas com outros profissionais que trabalhem com o aluno como psicólogos, fonoaudiólogos, médicos, entre outros.
A estrutura das salas é constituída de computadores, impressora, televisor, brinquedos e jogos adaptados, entre outros materiais. Além dos equipamentos subsidiados pelo Governo Federal e Prefeitura Municipal, o Ministério de Educação ofereceu curso de capacitação das professoras. A SRM é voltada para o atendimento de estudantes com dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares, alunos com dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas, estudantes com altas habilidades/superdotação e que apresentem uma grande facilidade ou interesse em relação a algum tema ou grande criatividade ou talento específico.
Em 2007, foi inaugurada a 1ª sala multifuncional na escola Paul Harris e hoje São Leopoldo possui 4 salas vinculadas ao NAPPI, são elas:
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Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Paul Harris
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Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Barão do Rio Branco
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Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Álvaro Luis Nunes
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Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Maria Edila
Na escola Zaira Hauschild temos a seguinte realidade em relação aos atendimentos feitos pelo NAPPI:
PARTE B)
Estudo do caso do sujeito: Relatorio Narrativo
1.Dados de Identificação do Sujeito
Nome fictício(iniciais): J.C.M.
Idade: 12 anos
Série que cursa: 7º ano/ 6ª série
Escola onde estuda: Zaira Hauschild desde 2003, quando cursou a Pré-escola
Diagnóstico: Deficiência mental leve e deficiência motora ampla(caminhar, correr, equilíbrio) e fina(escrita, desenho, recorte)
Atendimento recebido: Durante vários anos frequentou o NAPPI, sendo atendido por diversos profissionais, psicóloga, psicopedagogo, fisioterapeuta, psicomotricista, sempre contando com o empenho da família, que sempre se dispôs a acompanhá-lo em todos esses momentos.
2.Informações sobre a gestação e primeiros anos de vida
Durante a gravidez a mãe sofreu enjôos, os bebês nasceram de sete meses e meio(gêmeos), muito fracos, desenganados pelos médicos, que disseram que não sobreviveria. O aluno J. ficou por mais um mês na incubadora, pois demorou a ganhar peso. Não teve maiores problemas de saúde até 1 ano e 8 meses, quando teve a primeira crise de asma, continua com elas, mas de forma mais branda. Quando ingressou na Pré- escola, em 2003, devido as dificuldades motoras do aluno, a professora "V", solicitou que a família o levasse ao neurologista, que fez vários exames, eletroencefalograma, e foi diagnosticado uma lesão cerebral leve, que afetou sua coordenação motora.
3.Questões orgânicas: doenças, tratamentos médicos e especializados, alimentação, doenças e condições de saúde em geral
Na infância teve poucas doenças, apenas aquelas normais, catapora e gripes. Apenas a asma esteve presente em sua vida, tendo que fazer nebulizações regularmente, principalmente até os cinco anos de idade. Se alimenta muito bem com frutas, verduras, carne, arroz e feijão. Precisa cuidar um pouco da alimentação, pois tem tendência a engordar, por comer muito e ser sedentário.
4.Situação familiar
Oriundo de família de classe média baixa, onde só pai no momento trabalha, possui uma irmã gêmea, também com deficiência mental leve, estudando na referida escola.
Desde o início da vida escolar do menino, a família foi muito presente, levando-o ao atendimento com psicólogo, fisioterapeuta, psicomotricista, ajudando nas tarefas escolares, participando de reuniões com a professora e supervisão, buscando auxiliá-lo no seu processo de aprendizagem.
Nasceu em uma família que valoriza a sua aprendizagem, incentivando-o a ler, pesquisar, participar de todas as atividades dentro e fora da escola, preocupados com seu processo de socialização com os colegas, amigos, vizinhos, vai ao shopping, cinema, parque de diversões, passeia no centro com os pais, possuindo uma vida rica de valores e experiências sociais significativas.
Gosta muito de jogar vídeo-game com os amigos, jogar futebol, assistir tevê, ler, jogar cartas, com os colegas da escola e com a irmã "M".
5. Questões de aprendizagem em sala de aula
É bem concentrado nas atividades propostas em sala de aula, é participativo, comprometido e responsável por seus estudos. Agora que está maior recebe menos ajuda dos colegas na realização das tarefas escolares, embora tenha desenvolvido bastante a parte psicomotora, ainda apresenta dificuldades na escrita, o que faz com que não consiga realizar todas as atividades. Possui uma ótima oralidade e compreensão do que é trabalhado, mas é difícil conseguir registrar tudo o que é proposto. Realiza as avaliações escritas iguais à todos os alunos, mas é considerado o que conseguiu desenvolver dentro das suas limitações motoras.
6. O aluno "J" na escola

7. Trajetória do aluno na escola
No início da vida escolar do aluno sua primeira professora na pré-escola observou que o mesmo apresentava dificuldades no desenho, escrita, na parte de recorte, questões motoras amplas e finas, A partir disso solicitou a avaliação de um neurologista que detectou um leve retardamento mental, que afetou na questão motora do mesmo. Desde então, houve um acompanhamento da escola, da família, dos professores, buscando auxiliá-lo em seu processo de aprendizagem. Continuou apresentando essas dificuldades no decorrer das séries que frequentava, mas como sempre recebeu acompanhamento, algumas foram superadas e outras foram aceitas e mudou-se a forma de avaliar se desempenho, possui uma oralidade ótima, então vários trabalhos e provas eram avaliados dessa forma, observando e considerando suas potencialidades e especificidades, dessa forma promovendo sua inclusão na escola como um todo.
8. Relacionamentos sociais na escola
Possui um bom relacionamento com o s professores, colegas e funcionários, apresentando uma empatia peculiar sua, tem muitos amigos, participa de todas as atividades escolares e extra-curriculares propostas pela escola, contribuindo com seu grupo. Observa-se que o mesmo está inserido o contexto escolar e que sua inclusão foi realizada com o auxílio da escola, do oferecimento de atendimento de psicólogos, fisioterapeutas, buscando o desenvolvimento de seus potenciais de forma integrada. Pelo fato de ser aluno da mesma desde 2003 já está inserido nesse contexto, demonstrando uma adaptação de qualidade, com aprendizagem significativa, interação com colegas, professores e funcionários, mostrando um processo importante de solidificação das relações sociais no referido ambiente. (10/6)
9. Movimentos da escola para a inclusão
A escola fez tudo o que podia como instituição para garantir o acesso do aluno à escola: solicitou uma avaliação médica, quando observou algumas limitações do aluno em realizar determinadas atividades, encaminhou o aluno para atendimento especializado do SEI(Serviço Educação Inclusiva), bem como apoiou no desenvolvimento de sua aprendizagem, encaminhando-o para os estudos de recuperação e realizando não uma adaptação curricular, mas uma diferenciação em sua avaliação. (10/6)
10.Quais as práticas pedagógicas inclusivas possíveis de serem efetivadas em sala de aula com o sujeito escolhido por você para o estudo de caso?
No meu estudo de caso específico, por se tratar de um aluno com deficiência mental leve com comprometimento motor, sem a presença de comportamento agressivo e bem inserido na escola, sugeriria as seguintes práticas pedagógicas para garantir uma inclusão de melhor qualidade:
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Reorganização do currículo escolar, buscando contemplar a diversidade dos sujeitos (todos) e seus interesses pessoais; (ex. atividades de exploração da oralidade, já que o sujeito em estudo apresenta dificuldades na escrita: teatro, leituras, apresentação oral de trabalhos, valorizando suas potencialidades);
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Organização dos trabalhos em duplas, grupos, onde haverá cooperação entre os alunos, ajudando um ao outro em suas dificuldades (divisão de tarefas, cada um auxiliando como pode, dentro de suas limitações);
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Utilização do computador em sala de aula e, com o auxílio de softwares educativos e ambientes virtuais como páginas da web, blogs, desenvolver sua aprendizagem de forma diferenciada e mais lúdica (destituir a visão de que a aprendizagem é medida por “caderno cheio”);
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Buscar parcerias com outros professores e especialistas que tratam o sujeito, pensando estratégias para lidar com o aluno, respeitando suas necessidades específicas;
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Manter um diálogo constante com a família,trazendo-a para o espaço escolar, buscando alternativas e ações conjuntas para sua inclusão e desenvolvimento da aprendizagem;
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Estimulação de atitudes solidárias entre os alunos, como facilitadoras no processo de inclusão do sujeito no espaço escolar.(24/06/09)
11. De que maneira (s) a presença de alunos com NEEs no ensino comum pode contribuir para a facilitação das aprendizagens da turma como um todo?
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Desenvolvimento de atitudes de solidariedade, cooperação e respeito às diferenças;
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Necessidade de adaptação da escola, substituindo padrões que promovam a exclusão (reestruturação curricular e do PPP, adaptação do espaço físico, formação profissional do professor e de funcionários da escola);
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Conscientização da comunidade escolar acerca das leis que garantem a inclusão, promovendo uma reflexão sobre as mesmas;
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Socialização e promoção de aprendizagens, respeitando os progressos de cada um, dentro de suas possibilidades;
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Surgimento de uma escola mais acolhedora para todos, que com a inclusão exercitará um olhar sobre o indivíduo e não sobre sua deficiência;
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Permite um avanço da escola e conseqüentemente da sociedade como um todo, tornando-os agentes responsáveis pela inclusão;
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Desmistificação sobre que o portador de deficiência deva se desenvolver de forma isolada dos outros, promovendo sua inserção na sociedade, facilitando o desenvolvimento de suas relações sociais (escola, grupos de convívio, mercado de trabalho, entre outros).(24/06/09)
12. Sobre o processo de avaliação do sujeito
1.Que aproximações existem entre as ideias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?
Nos textos é colocada a necessidade da avaliação ser um processo de caráter investigativo, diagnóstico e participativo, não com a finalidade de medir o conhecimento adquirido, mas servindo como instrumento de auxílio nas ações pedagógicas para melhor intervir no processo de aprendizagem. Nesse sentido apesar de no currículo da escola ser único, não especificando objetivos diferenciados para os alunos de inclusão, mas na avaliação existe uma compreensão e ação conjunta de valorização diferenciada destes alunos, pois no meu estudo de caso o aluno em questão sempre foi avaliado por todos considerando suas potencialidades, o cognitivo, mas também a questão da socialização dentro do ambiente escolar em que está inserido.
2.Quais as contradições em relação ao que foi observado?
A principal contradição é de que os objetivos curriculares não estão em consonância com a avaliação do sujeito do estudo de caso, para que fosse do conhecimento de todos que não há como exigir critérios iguais a alunos com necessidades especiais diferenciadas, pois dessa forma o currículo se torna excludente, porque não respeita as limitações do sujeito em questão. Se o aluno em questão apresenta muitas dificuldades na escrita, deveriam ser feitas apenas avaliações e trabalhos orais, valorizando sua oralidade, que é ótima.
3.Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo(parecer descritivo, por exemplo)?
O sujeito da pesquisa é avaliado como todos os outros alunos, através de conceitos e também de parecer descritivo, que especifica seu processo de aprendizagens nas diversas áreas de conhecimento, bem como sua socialização, participação e interesse nas atividades.
4.Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?
Em parte sim, porque respeita e valoriza o que o mesmo consegue realizar e não prioriza o que ele não conseguiu desenvolver, mas sim as estratégias que usou no seu processo de aprendizagem, que é único, individual e complexo. Em parte não, porque a escola deveria possuir um currículo adaptado a sua especificidade.(postado 29/06/09)
Comments (5)
Gi said
at 7:15 pm on May 15, 2009
Olá Lú… Teu relato referente à PARTE A da unidade 3, apesar de bem detalhado, atende em partes ao que foi solicitado, já que não colocas quantos alunos de cada modalidade da educação básica são atendidos nestes serviços em seu município (creches, pré-escolas, ensino fundamental). Abordando de forma ampla as linhas de ação, objetivos... Desta forma, em virtude de termos um tempo demasiadamente curto, solicito que complemente o mapeamento destes atendimentos dentro da TUA escola (em todas as etapas), até o dia 22/05.
Exemplo:
Pré-escola:
Atende 5 cças:
* 2 recebem atendimento de fono,
* 1 de psicopedagoga
* 1 de psicóloga
* 1 de psiquiatra
Primeiro Ano:
Atende 3 alunos:
* 2 recebem atendimento de psicólogo
* 1 de pedagoga
É sabido que algumas alunas já trouxeram informações nessa direção na unidade anterior, porém mais relacionados à sua classe. Agora gostaria que fosse ampliado para toda escola.
Solicito também que não retire as informações citadas anteriormente, já que são dados importantes e que revelam a realidade em que atuas. Apenas complemente-as.
Sobre o ESTUDO DE CASO, teus registros estão detalhados, evidenciando clareza na exposição de idéias, demonstrando o teu envolvimento com a temática abordada na interdisciplina. Conseguiste traçar um perfil do aluno escolhido para ser teu sujeito neste estudo de caso, atingindo assim, o objetivo proposto nesta unidade. Continues assim, investindo na construção deste dossiê, pois acredito que a diversidade de informações aqui relatadas, contribuirá para as próximas reflexões, a serem elaboradas nas unidades seguintes. Qualquer dúvida entre em contato. Abs, Gi
Gi said
at 4:51 pm on May 19, 2009
Olá Lú... A complementação do teu relato, corresponde as solicitações propostas nesta unidade. Qualquer dúvida entre em contato. Abs,Gi
Gi said
at 6:56 pm on Jun 12, 2009
Olá Lú... Teu relato está muito bem escrito, apresenta dados significativos sobre as relações em sala de aula do aluno em questão, bem como da sua história de vida. São dados realmente valiosos e atendem as propostas de nossa interdisciplina. No entanto, senti falta da questão a cerca de como teu sujeito se relaciona com professores/as, funcionários, colegas, outros... Se tiveres estes dados, favor apenas complementar seu texto. Demonstra envolvimento e seriedade com a temática em estudo. Qualquer dúvida, entre em contato. Abs,Gi
Giselda Corrêa said
at 1:03 pm on Jun 15, 2009
Oi Lú... Tuas complementações atendem ao solicitado pela disciplina. Abs,Gi
Gi said
at 5:57 pm on Jul 3, 2009
Lú D... Com certeza as práticas pedagógicas inclusivas devem basear-se num trabalho multidisciplinar, procurando proporcionar o pleno desenvolvimento das potencialidades sensoriais, afetivas e intelectuais do aluno, mediante um projeto pedagógico que contempla os princípios da escola inclusiva, a fim de que se possa abranger toda a turma de tal forma que nenhum aluno seja discriminado. Nós professores, que somos agentes de mudança, devemos ter em mente, a responsabilidade social e participar decisivamente do esforço de inclusão, visto ser este o caminho definitivo para que deixemos de ser o país de maior riqueza e, ao mesmo tempo, das maiores injustiças sociais. O sentido especial da educação consiste no amor e no respeito ao outro, na busca para melhor favorecer o crescimento e desenvolvimento do outro. Teus relatos contemplam os objetivos propostos nas Unidades 6 e 7!
Para refletir:
“Certamente, um professor que engendra e participa da caminhada do saber "com"seus alunos consegue entender melhor as dificuldades e as possibilidades de cada um e provocar a construção do conhecimento com maior adequação (MANTOAN, 2003, p. 77).”
Um abraço, bom final de semestre e até o próximo! Gi
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